Criado para suprir a demanda de novos endereços de rede que cresce a cada dia, o IPv6 finalmente está sendo ativado e a substituição pelo IPv4 já se iniciou.

Nos anos 1980, já se sabia que a internet seria algo com potencial de adoção em massa. De fato foi o que aconteceu, mas mesmo naquela época também já eram conhecidas as limitações dos endereços de IPv4.

Apesar de seu esgotamento anunciado para o fim de 2019, houve uma devolução de endereços não utilizados e, assim, ganhou uma sobrevida até janeiro de 2020.

Atualmente, a sua distribuição ocorre apenas na América Latina e Caribe.

Neste post apresentaremos como se dará a mudança dos endereços IPv4 pelos IPv6 e por quais motivos isso ocorrerá. Continue a leitura e entenda mais sobre o assunto.

Fim dos endereços IPv4

Com a ciência de que cedo ou tarde os endereçamentos possíveis através do IPv4 não seriam o suficiente para atender todos os dispositivos conectados na internet, já se pensava em novas possibilidades de expandir essas capacidades antes do seu esgotamento.

Embora esse assunto esteja em pauta há muito tempo, ainda não havia sido colocado em prática porque surgiram tecnologias como o CIDR, NAT e DHCP, que possibilitaram um reaproveitamento inteligente dos IPv4.

É por causa disso que a transição para IPv6 tem sido um tanto quanto lenta, embora constante.

A história do IPv6

Em 1993, foi estabelecido um grupo de trabalho no IESG (Internet Engineering Group) para criação de um protocolo IP que resolveria a questão da exaustão de endereços IPv4.

Nesse contexto, pensou-se também na facilidade de migração entre ambas as versões, que conforme vemos hoje, conseguem até mesmo se integrar e coexistir.

Apesar de ter sido lançado em novembro de 1995, o IPv6 só foi oficializado em 2012. A adoção do novo protocolo vem sendo gradativa, pois acaba por tornar algumas interfaces de dados e telecomunicações inutilizáveis, como é o caso da RS-232 e V.35, por exemplo.

Quais as principais diferenças entre o IPv4 e o IPv6?

O IPv4, através dos seus conjuntos numéricos de 32 bits, é capaz de endereçar até 4 bilhões de dispositivos.

Já o IPv6, com seus conjuntos numéricos de 128 bits, é capaz de endereçar 18 quintilhões.

A notação decimal do IPv4 passa a ser hexadecimal no IPv6.

Tecnicamente, as funcionalidades da internet continuam as mesmas.

O funcionamento de “Unicast” e “Multicast” continuam presentes, enquanto que no IPv6, os endereços de broadcast (que são vilões no IPv4) somem e são introduzidos os de anycast.

O termo “máscara” ou “CIDR” de rede também é substituído pelo termo “prefixo”, apesar de terem basicamente o mesmo objetivo.

O cabeçalho do IPv6 é muito mais simples que o do seu antecessor, podendo ser estendido caso necessário, o que é chamado de cadeia de cabeçalhos.

Isso significa uma enorme evolução, pois no IPv4 ele continha todos os campos, mesmo que não fossem utilizados.

Na prática, isso vai dispensar a utilização de recursos adicionais para implementar questões de QoS e segurança.

E esse novo tipo de endereçamento suporta isso nativamente.

O abordar e implementar o IPv6 tem sido uma tarefa adiada há tempos, no entanto, não será mais possível postergar isso.

Então, se o IP for algo totalmente desconhecido na sua empresa, chegou a hora de se aprofundar no tema e iniciar sua transição.

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(Imagens: divulgação)


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